Creio que ler Clarice não é como desvendar um mistério, mas nele penetrar. É dar um passeio no seu íntimo e no caminho se deparar com as dúvidas, os medos e outras imperfeições diárias. Não é compreender, é viver. Como disse a própria: "viver é somente a altura a que posso chegar - meu único nível é viver"
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Desilusão
Talvez desilusão seja o medo de não pertencer mais a um sistema. No entanto se deveria dizer assim: ele está muito feliz porque finalmente foi desiludido. O que eu era antes não me era bom. Mas era desse não-bom que eu havia organizado o melhor: a esperança. De meu próprio mal eu havia criado um bem futuro. O medo agora é que meu novo modo não faça sentido? Mas por que não me deixo guiar pelo que for acontecendo? Terei que correr o sagrado risco do acaso. E substituirei o destino pela probabilidade.
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Um comentário:
poo raah, adorei o0
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